A pergunta "lactante pode tomar chá de erva-doce?" é, sem dúvida, uma das campeãs de audiência nos consultórios e grupos de mães. É um conselho que passa de geração em geração, quase como um abraço quentinho em forma de xícara, prometendo aliviar as temidas cólicas do bebê.

Mas, na prática, a resposta não é tão simples. A recomendação de especialistas, incluindo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), pende para um lado claro: o consumo exige muita cautela e, idealmente, deveria ser evitado, principalmente nos primeiros e delicados meses de vida do bebê.

Desvendando o dilema do chá de erva-doce na amamentação

Mãe pensativa segura seu bebê recém-nascido, com uma xícara de chá fumegante e berço, em cena doméstica.

A jornada da amamentação é um caminho cheio de novas descobertas, e com elas, muitas dúvidas. De um lado, temos a sabedoria popular, o carinho da avó garantindo que uma xícara de chá de erva-doce vai aumentar o leite e acalmar o pequeno. Do outro, a ciência e os pediatras pedindo um pé no freio.

E aí, em quem confiar? A verdade é que o chá de erva-doce é o retrato perfeito desse conflito.

O grande X da questão está na falta de estudos científicos sólidos que garantam que o chá é 100% seguro para o bebê quando seus componentes passam para o leite materno. A principal preocupação, conforme apontado em diversas revisões pediátricas, gira em torno de substâncias como o anetol, presente na erva-doce. Embora em pequenas quantidades ele seja inofensivo para um adulto, não sabemos ao certo como o organismo tão imaturo de um recém-nascido reage a ele.

Pontos de atenção para a lactante

Para entender por que a recomendação é de moderação (ou até mesmo de evitar), é importante conhecer os fatores que os especialistas analisam. Não se trata apenas do chá em si, mas do seu impacto em um sistema delicado que envolve mãe e bebê.

Para facilitar, preparei uma tabela que resume os pontos cruciais que toda mãe que amamenta precisa ponderar antes de preparar essa bebida. Pense nela como um guia rápido para tomar uma decisão mais informada, baseada nas diretrizes de órgãos de saúde.

Chá de Erva-Doce na Amamentação: Resumo dos Pontos-Chave

Esta tabela oferece uma visão geral sobre os principais fatores que a mãe lactante deve considerar antes de consumir chá de erva-doce, com base em recomendações médicas e pediátricas.

Aspecto Recomendação Principal Motivo
Segurança para o Bebê Evitar ou consumir com extrema moderação. Faltam estudos que garantam a segurança para lactentes. Componentes como o anetol podem ser neurotóxicos em altas doses para o sistema nervoso em desenvolvimento, segundo alertas pediátricos.
Produção de Leite Cautela. Apesar da fama de galactagogo (estimulante de leite), o efeito não é comprovado cientificamente e alguns estudos sugerem que, em excesso, pode até ter o efeito contrário.
Aleitamento Exclusivo Não oferecer o chá diretamente ao bebê. A OMS e a Sociedade Brasileira de Pediatria são claras: aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, sem chás, água ou outros líquidos.
Reações Alérgicas Observar qualquer sinal diferente. Tanto a mãe quanto o bebê podem ter sensibilidade. A erva-doce pertence à família Apiaceae, que também inclui aipo e cenoura, conhecidos por causar alergias em algumas pessoas.

Como podemos ver, a decisão vai muito além de um simples "sim" ou "não". É sobre pesar os supostos benefícios contra os riscos potenciais para a saúde do seu bebê.

O confronto entre a sabedoria popular e a evidência científica

De um lado, a voz carinhosa da avó, que jura de pés juntos que o chá de erva-doce foi o que acalmou as cólicas de gerações. Do outro, o pediatra, firme na recomendação de evitar qualquer tipo de chá para o bebê antes dos seis meses. Se você se sente no meio desse fogo cruzado, saiba que não está sozinha.

Essa desconexão entre o conhecimento passado de mãe para filha e o que a ciência diz hoje é uma das maiores fontes de dúvida para quem amamenta. A tradição transformou o chá de erva-doce numa espécie de solução mágica para os desconfortos do bebê, criando uma forte raiz cultural. A intenção é sempre a melhor: oferecer alívio e conforto.

No entanto, quando trazemos a ciência para a conversa, o cenário muda um pouco. As pesquisas mais recentes mostram que essa prática, embora super comum, não é totalmente livre de riscos e acende alguns alertas importantes.

A força do conselho familiar

A influência da família, especialmente das avós e mães mais experientes, é imensa. Essa pressão, mesmo que venha carregada de boas intenções, pode fazer a mãe duvidar das orientações médicas. A lógica por trás é simples e poderosa: "se funcionou para mim e para tantas outras, por que não funcionaria com você?".

Um estudo publicado na revista científica ID on-line, realizado em Vitória da Conquista (BA), acompanhou 329 mães no primeiro mês de vida dos seus bebês. A pesquisa descobriu que 34,6% dos recém-nascidos já tinham tomado algum tipo de chá, um número bem acima da média nacional, que é de 15,3%. O mais impressionante foi o motivo: a indicação de familiares foi a razão em 61,4% dos casos, mostrando o verdadeiro peso da tradição.

O objetivo aqui não é invalidar a sabedoria dos mais velhos, de forma alguma. A ideia é empoderar você, mãe, com informações atualizadas e baseadas em evidências para que possa navegar por esses conselhos com mais segurança.

Entender essa dinâmica é o primeiro passo para tomar decisões conscientes. Enquanto muitas práticas do passado continuam valiosas, outras, como dar chás para bebês, foram reavaliadas à luz de novos conhecimentos sobre a saúde infantil. Afinal, hoje sabemos da importância do aleitamento materno exclusivo. Da mesma forma, é crucial que a mãe saiba que existem chás e medicamentos que gestantes não podem tomar, um cuidado que começa bem antes do bebê nascer.

Quais os riscos reais para a mãe e o bebê?

Quando surge a dúvida se a lactante pode tomar chá de erva-doce, a resposta cautelosa dos especialistas não é à toa. Ela vem de uma análise cuidadosa dos efeitos em cascata que, mesmo parecendo sutis, podem impactar de verdade a saúde do bebê e o sucesso da amamentação.

Para o bebê, o risco vai muito além de uma simples bebida. Um dos perigos mais diretos, citado por pediatras, é a sonolência excessiva. O chá, por suas conhecidas propriedades calmantes, pode fazer o bebê dormir mais do que deveria. O resultado? Ele acaba "pulando" mamadas que são essenciais para seu crescimento.

Essa diminuição na frequência das mamadas abre a porta para dois problemas sérios: uma menor ingestão de nutrientes e, por consequência, dificuldade para ganhar peso, que é um dos indicadores mais importantes da saúde de um recém-nascido.

O perigo das calorias vazias

Além da sonolência, oferecer o chá diretamente ao bebê — uma prática, aliás, fortemente desaconselhada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) — introduz o problema das "calorias vazias". Pense que o estômago de um recém-nascido é minúsculo. Qualquer líquido que não seja o leite materno ocupa esse espaço precioso sem oferecer a gordura, as proteínas e os anticorpos vitais para o seu desenvolvimento.

O chá mata a sede, mas não nutre. Isso cria uma falsa sensação de saciedade, fazendo com que o bebê mame menos na próxima vez. Esse ciclo é perigoso, pois sinaliza para o corpo da mãe que a demanda por leite está diminuindo. O resultado? A produção de leite pode ser comprometida, levando, em casos mais graves, ao desmame precoce.

Para entender como a tradição e os conselhos de família podem levar a esses riscos, este diagrama ilustra o processo de influência que muitas mães enfrentam.

Um diagrama visualizando o processo de influência através de tradição familiar, oferta de chá e conflito de consenso.

O fluxo mostra como conselhos bem-intencionados podem levar à oferta do chá, criando um conflito com as recomendações médicas e gerando uma enorme incerteza para a mãe.

Riscos para a mãe que amamenta

Para a mãe, os riscos estão ligados principalmente aos compostos da erva-doce que passam para o leite materno. O principal deles é o anetol, uma substância que, embora segura para adultos em doses moderadas, pode não ser bem processada pelo organismo ainda imaturo do bebê.

Mas não é só isso. Existem outros fatores que merecem atenção:

  • Reações alérgicas: A erva-doce pertence à mesma família de plantas que o aipo e a cenoura, que podem causar alergias. Tanto a mãe quanto o bebê podem apresentar sensibilidade.
  • Interações medicamentosas: Os componentes do chá podem interagir com certos medicamentos, como anticoagulantes ou tratamentos hormonais, um alerta frequente em guias farmacêuticos.
  • Efeito sobre a produção de leite: Embora seja popularmente conhecido como um galactagogo (ou seja, um estimulante da lactação), não existem evidências científicas robustas que comprovem esse efeito. Algumas fontes até sugerem que o consumo excessivo pode, na verdade, ter o efeito contrário.

Essa preocupação é validada por grandes instituições de saúde. Apesar da popularidade, o chá de erva-doce não é recomendado para bebês com menos de 6 meses, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Anvisa. Até essa idade, o leite materno supre 100% das necessidades de água e nutrientes. Oferecer qualquer outro líquido pode diminuir o apetite do bebê e atrapalhar o aleitamento.

A relação de causa e efeito é bem clara: um ato que parece inofensivo, como tomar um chá, pode desencadear uma série de eventos que afetam o ganho de peso do bebê e a produção de leite da mãe — os dois pilares de uma amamentação saudável.

Ao pensar em outras bebidas, é importante conhecer as opções mais seguras. Por isso, vale a pena conferir nosso guia sobre dar suco ou chá para o bebê.

Alternativas seguras para aliviar cólicas e acalmar o bebê

Mãe carinhosa massageando seu bebê dormindo, com tigela de óleo morno, em um ambiente aconchegante.

Se a resposta para "mãe que amamenta pode tomar chá de erva-doce?" nos leva a um caminho de cautela, a próxima pergunta é inevitável: o que fazer, então, para aliviar as cólicas do bebê? Felizmente, existe um arsenal de técnicas seguras e muito eficazes que não só respeitam a amamentação, como também fortalecem o vínculo entre você e seu filho.

A ideia aqui é focar no conforto externo e na resposta fisiológica natural do bebê, sem introduzir substâncias que possam trazer qualquer risco. Vamos criar um ambiente de segurança e bem-estar, usando o poder do toque, do som e do calor.

O poder do toque e do movimento

O contato físico é, de longe, uma das ferramentas mais poderosas para acalmar um bebê que está desconfortável. Técnicas de massagem, além de serem um momento delicioso de conexão, ajudam diretamente na eliminação de gases, que são uma das principais causas das cólicas.

Uma das mais conhecidas é a Shantala, uma massagem de origem indiana que muitos pediatras e especialistas adoram. Ela usa movimentos suaves e ritmados por todo o corpinho do bebê, promovendo um relaxamento profundo e aliviando as tensões na barriga.

Além da massagem, alguns movimentos simples podem trazer um alívio quase imediato:

  • Movimento de "bicicletinha": Com o bebê deitado de costas, mova suas perninhas suavemente, como se ele estivesse pedalando. Esse movimento simples pressiona o abdômen na medida certa para ajudar a liberar os gases presos.
  • Pressão suave na barriga: Outra ótima tática é dobrar os joelhos do bebê em direção à barriguinha e segurar por alguns segundos. Isso também ajuda muito na digestão e no alívio do desconforto.

Criando um ambiente acolhedor com sons

O ambiente ao redor do seu bebê tem um impacto gigantesco no seu estado de calma. Pense bem: por nove meses, ele viveu em um lugar com sons constantes e ritmados. Recriar essa sensação de segurança pode ser o segredo para acalmá-lo.

É aí que entra o ruído branco. Sons como o de um ventilador, do útero ou de uma chuva suave funcionam como um "muro" sonoro, abafando outros barulhos repentinos que podem assustar. Isso acalma e ajuda o bebê a dormir melhor. Existem ótimos aplicativos e vídeos em português que oferecem horas de ruído branco de alta qualidade.

Em um vídeo sobre o tema, a pediatra Dra. Kelly Oliveira explica: "O ruído branco não é mágica, é fisiologia pura. Ele simula o ambiente uterino, que é o lugar de máximo conforto e segurança para o bebê. Isso ativa o reflexo calmante natural dele."

Outras estratégias que funcionam (e são seguras)

A lista de opções seguras não para por aí. Pequenas práticas no dia a dia podem fazer toda a diferença para o bem-estar do seu bebê, sem precisar de nenhum chá.

  • Contato pele a pele: Colocar o bebê só de fralda sobre o seu peito nu é poderoso. Essa prática, recomendada pela OMS, regula a temperatura, os batimentos cardíacos e a respiração dele, além de liberar hormônios que acalmam tanto o bebê quanto a mãe.
  • Bolsa de água morna: Use uma bolsa térmica sempre envolvida em uma fralda ou pano macio e coloque sobre a barriguinha do bebê. O calor suave ajuda a relaxar a musculatura abdominal, aliviando a dor da cólica. Atenção: teste sempre a temperatura no seu próprio pulso antes de usar no bebê.
  • Ajuste na pega da amamentação: Às vezes, uma pega incorreta faz com que o bebê engula mais ar durante a mamada, o que piora os gases. Procurar uma consultora de amamentação pode ajudar a corrigir a pega e reduzir drasticamente as cólicas.

Ao invés de depender de chás, que tal comparar as abordagens mais recomendadas por especialistas?

Comparativo de métodos para alívio de cólicas no bebê

Esta tabela resume as principais alternativas, destacando a segurança de cada uma durante a amamentação e sua eficácia, com base em evidências pediátricas.

Método Segurança na Lactação Eficácia para Cólicas Benefício Adicional
Massagem (Shantala) 100% segura Alta Fortalece o vínculo mãe-bebê
Ruído Branco 100% segura Alta Melhora a qualidade do sono
Bolsa de Água Morna 100% segura Média a Alta Proporciona conforto imediato
Ajuste na Pega 100% segura Alta (preventivo) Melhora a nutrição e o conforto na mamada
Contato Pele a Pele 100% segura Média Regula os sinais vitais do bebê

Como você pode ver, existem muitas formas de cuidar do seu bebê sem expô-lo a riscos desnecessários. Explorar estas alternativas é um caminho seguro e cheio de afeto.

Você pode aprender mais sobre como identificar e aliviar diferentes tipos de desconforto lendo nosso artigo completo sobre dor em cólica.

O que acontece de verdade quando um chá entra na rotina da amamentação?

Uma xícara de chá quentinho parece o gesto de carinho mais inofensivo do mundo, não é? Mas quando falamos de um bebê em aleitamento materno exclusivo, essa prática pode ter um impacto que vai muito além do conforto momentâneo. A verdade é que oferecer qualquer líquido além do leite materno antes dos seis meses pode, sem querer, encurtar o tempo de amamentação exclusiva, remando contra a maré do que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tanto recomenda.

A explicação para isso está na fisiologia do bebê e da mãe, um balé perfeito entre oferta e demanda. Quando o bebê toma um chá, seu estômago minúsculo fica cheio. Com a barriga cheia, a fome e a vontade de mamar diminuem drasticamente. E é aí que o problema começa.

A sucção do bebê no peito é o principal gatilho para o seu corpo entender que precisa produzir mais leite. Menos sucção, menos estímulo. Menos estímulo, menos produção. É um ciclo vicioso que, se não for percebido a tempo, pode abalar a confiança da mãe e comprometer toda a jornada da amamentação.

O risco do desmame precoce disfarçado de cuidado

O que começa como uma tentativa de aliviar as cólicas com um chazinho pode, sem que ninguém perceba, iniciar um efeito dominó. O bebê, com a barriguinha cheia de chá, mama menos. Consequentemente, pode ganhar menos peso e ficar mais irritado. Muitas vezes, a família interpreta essa irritação como um sinal de que "o leite é fraco" ou insuficiente, o que leva à oferta de mais chás ou, pior, à introdução da fórmula.

A mensagem que precisa ficar gravada é esta: o seu leite é o alimento mais completo e perfeito para o seu bebê nos primeiros seis meses. Ele hidrata, nutre e protege de uma forma que nenhum outro líquido, por mais natural que pareça, consegue sequer imitar.

Infelizmente, dar chá para bebês ainda é um costume muito forte no Brasil. Uma pesquisa publicada na revista ID on-line sobre o impacto dos chás na amamentação, realizada no Centro de Saúde da Mulher em Barbalha (CE), revelou um dado preocupante: 15,4% dos bebês já recebiam chás, sendo o de erva-doce o campeão. O estudo foi claro ao concluir que esse hábito estava diretamente ligado a um desmame mais rápido.

Para completar o cenário, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) só regulamenta o uso de fitoterápicos como a erva-doce para crianças acima de 12 anos, o que só reforça a falta de estudos que garantam a segurança para os pequenos. Se quiser aprofundar no assunto, você pode ler a pesquisa completa sobre o impacto dos chás na amamentação.

Perguntas frequentes sobre chás na amamentação

Para fechar nosso papo, vamos direto ao ponto e responder às dúvidas que mais aparecem quando o assunto é chá e amamentação. Pense nisso como um guia rápido para aquelas incertezas que surgem no dia a dia.

Mas não se esqueça: cada dupla mãe-bebê é um universo particular. A palavra final e mais segura sempre será a do seu médico ou do pediatra que acompanha seu filho.

Se eu tomar chá de erva-doce, o efeito calmante passa para o bebê pelo leite?

Olha, é verdade que pequenas quantidades dos compostos da erva-doce podem, sim, chegar ao leite materno. Só que não existe nenhuma garantia científica de que isso vai acalmar o bebê de forma segura e eficaz. Na prática, o risco de o bebê ficar sonolento demais ou até irritado é maior do que o benefício, que nem sequer foi comprovado por estudos clínicos em lactentes. É muito mais seguro apostar em métodos que já funcionam, como uma boa massagem na barriguinha ou o famoso ruído branco.

Existem outros chás que são considerados mais seguros para quem amamenta?

Sim, alguns chás são vistos com mais tranquilidade pelos especialistas, como o de camomila e o de erva-cidreira. Em geral, tomar uma xícara por dia não costuma trazer grandes problemas para a mãe.

Ainda assim, a regra de ouro é ter bom senso. Fuja de misturas de ervas que você não conhece e sempre bata um papo com um profissional de saúde antes de adicionar qualquer chá novo à sua rotina. É a melhor forma de garantir que está tudo bem para você e para o seu bebê.

"Mesmo sendo naturais, os chás contêm substâncias ativas que podem influenciar tanto a mãe quanto o bebê. A moderação e a orientação médica são fundamentais." – Dra. Cinthia Kormann Reimann, CRN/PR 16975, em uma revisão para o portal Medprev.

Com quantos meses o bebê pode tomar chá?

Nesse ponto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são categóricas: aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Isso significa que nenhum outro líquido, nem água, nem chás, deve ser oferecido antes dessa idade.

Depois dos seis meses, quando começa a introdução alimentar e sempre com o aval do pediatra, os chás podem aparecer muito de vez em quando, mas sempre sem uma gota de açúcar.

E se eu quiser muito tomar o chá mesmo assim?

Se, depois de pesar todos os riscos e conversar com seu médico, você ainda assim decidir tomar uma xícara de chá de erva-doce esporadicamente, a recomendação número um é: observe seu bebê como uma águia.

Fique de olho em qualquer mudança no comportamento dele. Sonolência excessiva, irritação sem motivo, recusa para mamar ou cocô diferente são sinais de alerta. Limite-se a uma única xícara e, se possível, evite o comecinho da amamentação, quando a produção de leite ainda está se ajustando.


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