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Como Aliviar Gases em Recém Nascido: Dicas de Especialistas 2026

Ver a barriguinha do seu bebê estufada e sentir aquele choro inconsolável de dor pode ser desesperador. A boa notícia é que, na maioria das vezes, o alívio está em gestos simples e cheios de carinho. Coisas como uma massagem suave na barriga, o clássico exercício da "bicicletinha" e garantir um bom arroto depois de cada mamada costumam fazer mágica, liberando o ar preso e trazendo um conforto quase imediato.

Por que os gases são tão comuns em recém-nascidos?

Se o seu bebê vive irritado por causa dos gases, respire fundo: você não está só. Essa é uma das queixas mais universais nos primeiros meses de vida. É um reflexo direto de um sistema digestivo que ainda está, literalmente, aprendendo a trabalhar.

Pense nisso como uma máquina nova que precisa de um tempo para calibrar. Fora do útero, o sistema gastrointestinal do bebê está se adaptando a uma tarefa totalmente nova: digerir o leite, seja ele materno ou fórmula. É uma fase de amadurecimento, e os gases são apenas um subproduto normal desse processo.

As principais causas do desconforto

A imaturidade do sistema digestivo é o pano de fundo, mas alguns fatores específicos ajudam a explicar por que tanto ar se acumula na barriguinha. Entender esses gatilhos é o primeiro passo para saber exatamente como aliviar os gases do seu recém-nascido de forma eficaz.

Os culpados mais comuns, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), são:

  • Ar engolido durante a mamada: Acontece muito quando a "pega" no peito não está perfeita ou quando a mamadeira permite que o bebê sugue ar junto com o leite.
  • O próprio processo de digestão: A quebra dos açúcares e proteínas do leite naturalmente produz gases no intestino, que ainda está em desenvolvimento e é mais sensível.
  • O choro… que gera mais gases: É um ciclo frustrante. O bebê chora de dor, engole mais ar e, como resultado, sente ainda mais desconforto.

Segundo a Dra. Ana Escobar, pediatra e comunicadora em saúde, a preocupação com gases é, de longe, um dos tópicos mais discutidos em consultórios pediátricos. O mais importante é os pais entenderem que isso faz parte do desenvolvimento. Existem formas seguras e eficientes de aliviar o desconforto sem precisar de nenhuma medida drástica.

É um fato: os gases em recém-nascidos são extremamente comuns. Dados da pediatria brasileira mostram que o quadro afeta cerca de 90% dos bebês nos primeiros meses. A causa está quase sempre ligada à imaturidade natural do sistema digestivo, um tema que você pode explorar mais a fundo em portais de saúde infantil, como o da Nestlé.

Lembre-se sempre de que essa é uma fase e vai passar. Nosso objetivo aqui é validar sua preocupação e te dar um mapa claro, com soluções práticas e amorosas para atravessar esse período, trazendo mais noites de sono e tranquilidade para o seu bebê e para você.

Técnicas de alívio imediato para o conforto do bebê

Ver o seu bebê se contorcendo de desconforto, com as perninhas encolhidas e aquele choro que aperta o coração, é uma das situações mais angustiantes para os pais. A boa notícia é que você não precisa ficar de mãos atadas. Existem manobras seguras e testadas que podem trazer alívio quase imediato, ajudando a mover o ar preso no sistema digestivo, que ainda está amadurecendo.

O sistema digestivo de um recém-nascido é uma obra em andamento. É por isso que os gases são tão comuns. Entender esse processo pode trazer mais tranquilidade.

Como o infográfico mostra, o desconforto não é culpa de ninguém, mas uma etapa natural do desenvolvimento. Com as ações certas, você se torna um agente ativo no alívio do seu filho.

Massagem abdominal e exercícios suaves

Uma das formas mais carinhosas e eficazes de ajudar é com uma boa massagem na barriguinha. Deite o bebê de costas num lugar seguro e confortável. Aqueça um pouco de óleo de amêndoas ou um creme próprio para bebês nas suas mãos e comece a fazer movimentos circulares suaves, sempre no sentido horário.

Essa direção é fundamental, conforme orientam fisioterapeutas pediátricos. Ela acompanha o trajeto natural do intestino, ajudando a "empurrar" as bolhas de ar para fora. Imagine que você está guiando gentilmente o fluxo intestinal. Continue por alguns minutos, prestando atenção em como o bebê reage. Se ele parecer relaxado, você está no caminho certo.

Outra técnica que faz maravilhas são os exercícios com as pernas, sendo o mais conhecido o da "bicicletinha". Com o bebê ainda deitado, segure suas perninhas e mova-as delicadamente, como se ele estivesse pedalando no ar. O movimento aplica uma leve pressão no abdômen, que ajuda a soltar os gases.

Estudos observacionais, como o publicado na revista Pediatrics sobre cuidados infantis, já mostraram que o contato pele a pele durante essas manobras não só acalma, mas chega a reduzir o desconforto por gases em até 45% dos bebês. A técnica da "bicicleta" também tem uma alta taxa de sucesso, sendo eficaz em 68% a 82% dos casos quando aplicada com consistência, geralmente com resultados em 5 a 10 minutos. Para mais detalhes e outras dicas, o portal da Drogasil tem um ótimo artigo sobre como aliviar os gases do bebê.

Para facilitar na hora do aperto, aqui está um resumo prático de qual técnica usar e quando aplicá-la para o máximo de conforto do seu bebê.

Guia Rápido de Técnicas de Alívio

Técnica de Alívio Como Executar Corretamente Melhor Momento para Aplicar
Massagem Abdominal Movimentos circulares no sentido horário na barriga do bebê, com pressão suave. Entre as mamadas ou quando o bebê estiver calmo, mas mostrando sinais de desconforto.
Exercício de "Bicicleta" Com o bebê deitado, movimente suas pernas como se estivesse pedalando. Ideal para momentos de agitação e choro, pois o movimento ajuda a distrair e a liberar gases.
Posição de Bruços (Tummy Time) Coloque o bebê de bruços em uma superfície firme, sempre supervisionado e acordado. Durante os períodos de brincadeira, por poucos minutos de cada vez, para fortalecer a musculatura e aliviar a pressão.
Posição "Super-Homem" Apoie o bebê de bruços sobre seu antebraço, com a cabeça na curva do seu cotovelo. Ótima para acalmar um bebê choroso, pois o calor e a pressão do seu braço são reconfortantes.

Use esta tabela como um guia rápido para encontrar a melhor solução no momento em que seu bebê mais precisar.

A importância do tummy time e do contato

O "tummy time", ou o famoso tempo de bruços, é mais do que uma brincadeira. É uma ferramenta valiosa na sua caixa de primeiros socorros para gases. Colocar o bebê de bruços por alguns minutinhos (sempre sob supervisão e com ele totalmente acordado) fortalece os músculos do pescoço, das costas e do abdômen. A leve pressão que a barriga faz contra a superfície é excelente para expulsar o ar.

Uma dica de ouro recomendada por pediatras: espere pelo menos 20 a 30 minutos após a mamada para fazer massagens, exercícios ou o tummy time. Isso evita o risco de regurgitação e dá tempo para o estômago começar o trabalho de digestão.

Por fim, nunca subestime o poder do colo. Segurar o bebê na vertical contra o seu peito, com a barriguinha dele colada na sua, ou de bruços sobre o seu antebraço (a posição que muitos chamam de "super-homem"), oferece calor e uma pressão suave que podem ser extremamente calmantes e eficazes para aliviar a dor.

Prevenindo gases com a alimentação e o arroto

Agora que você já tem algumas técnicas para aliviar o desconforto na hora, vamos falar sobre prevenção. Acredite, muitas vezes a solução para como aliviar gases em recém nascido está em pequenos ajustes na rotina de alimentação. O objetivo é simples: diminuir a quantidade de ar que o bebê engole.

A forma como seu pequeno mama, seja no seio ou na mamadeira, faz toda a diferença para o conforto da barriguinha dele. Pequenas mudanças podem significar noites bem mais tranquilas e dias com muito menos choro para todo mundo.

A pega correta e o uso da mamadeira

Se você amamenta, a pega correta é sua maior aliada contra os gases. Quando o bebê pega apenas o bico do seio, a chance de ele engolir ar junto com o leite é enorme.

O que você quer ver é o bebê com a boca bem aberta, como uma "boquinha de peixe", abocanhando não só o mamilo, mas boa parte da aréola. Repare se os lábios estão virados para fora e se o som da sucção é calmo e ritmado, sem muitos estalos. Se tiver qualquer dúvida, não hesite em procurar um pediatra ou uma consultora de amamentação. A ajuda de um especialista pode ser transformadora.

Para quem usa mamadeira, a atenção aos detalhes também é fundamental.

  • A escolha do bico faz diferença: Dê preferência a bicos com sistemas anticólica ou de fluxo mais lento. Eles são desenhados justamente para controlar a entrada de ar.
  • Posição da mamadeira: Na hora de alimentar, incline a mamadeira para que o bico fique sempre 100% preenchido com leite. Esse cuidado simples impede que se formem bolhas de ar no bico, que acabariam na barriga do bebê.

Uma dica que pediatras e consultores de amamentação sempre reforçam: faça pausas durante a mamada para colocar o bebê para arrotar. Isso evita que o ar se acumule e vire um grande desconforto de uma vez só.

O arroto como um ritual indispensável

Pode parecer um detalhe, mas fazer o bebê arrotar é uma necessidade. O arroto é o jeito mais simples e direto de expulsar o ar engolido durante a mamada, antes que ele desça para o intestino e se transforme em gases dolorosos.

É super importante fazer o bebê arrotar não só no final, mas também durante as pausas. Se ele mama nos dois seios, coloque-o para arrotar na troca. Se ele usa mamadeira, faça uma pausa na metade. Algumas posições funcionam muito bem:

  1. No ombro: A posição mais clássica. É só apoiar o bebê na vertical, com a cabeça no seu ombro, e dar tapinhas gentis nas costas.
  2. Sentado no colo: Sente o bebê de lado no seu colo, incline o corpinho dele um pouco para frente e apoie o peito e o queixo com uma mão, enquanto dá batidinhas nas costas com a outra.
  3. Deitado no colo: Deite o bebê de bruços sobre suas pernas, com a cabeça um pouco mais alta que o corpo, e dê as mesmas batidinhas leves.

Às vezes, o bebê pega no sono no meio da mamada e não arrota. Se isso acontecer, existem formas seguras de ajudá-lo. Para saber mais sobre isso, temos um guia completo com dicas práticas em como fazer o bebê arrotar dormindo.

A alimentação da mãe que amamenta

Esse é um ponto que gera muita dúvida e até alguns mitos. A ciência, e a própria Sociedade Brasileira de Pediatria, indica que na grande maioria das vezes, o que a mãe come não é a causa direta dos gases no bebê. O leite materno é produzido a partir dos nutrientes do seu sangue, não do conteúdo do seu estômago.

No entanto, existe uma pequena parcela de bebês que pode ter sensibilidade a proteínas de certos alimentos que a mãe consome (como leite de vaca e derivados, soja ou ovos). Nesses casos, a proteína pode passar para o leite e causar sintomas como gases e cólicas. Se você desconfia que algo na sua dieta está afetando seu bebê, não mude sua alimentação por conta própria. O mais seguro é conversar com o pediatra. Ele pode sugerir um teste de exclusão alimentar, mas sempre com acompanhamento profissional.

Sabe quando o bebê está com dor e parece que o mundo todo para? Quando um recém-nascido está sofrendo com gases, todo o seu corpinho se contrai. Um ambiente agitado, cheio de luzes e barulhos, só piora a situação, aumentando a tensão que dificulta a liberação do ar. Por isso, uma das primeiras e mais eficazes atitudes que podemos tomar é criar um verdadeiro santuário de calma.

Transformar o ambiente em um refúgio tranquilo ajuda o bebê a relaxar a musculatura abdominal, o que é meio caminho andado para o alívio.

Mas calma não significa silêncio absoluto. Na verdade, para aliviar gases em recém nascido, o tipo certo de som pode ser um aliado poderoso. É aí que o ruído branco e outros sons contínuos entram em cena, fazendo uma diferença que você consegue ver e sentir no bem-estar do seu filho.

O poder dos sons para acalmar

Vamos pensar juntos: como era o ambiente dentro do útero? Com certeza não era silencioso. Era um lugar preenchido pelo som constante do fluxo sanguíneo da mãe, pelas batidas do coração e por outros ruídos abafados. Para um bebê que acabou de chegar ao mundo, o silêncio total pode ser, na verdade, algo estranho e até um pouco assustador.

O ruído branco e outros sons da natureza (como chuva caindo, ondas do mar ou até o barulho de um ventilador) recriam essa atmosfera de conforto e segurança. Eles agem como um "cobertor sonoro", que não só mascara barulhos repentinos que podem assustar o bebê, mas também ajuda a desviar o foco da dor e do desconforto dos gases.

Especialistas em sono infantil, como o Dr. Harvey Karp, autor do livro "O Bebê Mais Feliz do Pedaço", defendem que o ruído branco é uma ferramenta fantástica não só para a hora de dormir, mas também para os momentos de crise de choro. O som constante e monótono tem um efeito quase hipnótico no sistema nervoso do bebê, promovendo um relaxamento profundo que é essencial para soltar a tensão na barriguinha.

Para usar esses sons com total segurança, a prática me ensinou a seguir algumas regrinhas de ouro, que também são alinhadas com as recomendações da Academia Americana de Pediatria:

  • Volume na medida certa: O som precisa ser audível, mas não alto. Uma boa referência é o volume de um chuveiro ligado. Você deve conseguir conversar normalmente no quarto sem precisar gritar.
  • Distância segura: Posicione o aparelho (celular, tablet ou máquina de ruído branco) a pelo menos 2 metros do berço. O mais importante: nunca, em hipótese alguma, coloque o aparelho dentro do berço com o bebê.
  • Crie uma associação positiva: Use os sons durante a massagem para gases ou enquanto embala o bebê no colo. Isso cria um gatilho de relaxamento e potencializa o efeito calmante.

Se você quer explorar mais a fundo esse universo de tranquilidade sonora, temos um guia completo com outras dicas e opções de sons em como acalmar o bebê.

O banho morno como um ritual de alívio

Outra carta na manga que toda mãe e pai deveria ter é o banho morno. É quase mágico! A água quentinha tem um efeito relaxante imediato nos músculos, ajudando a diminuir os espasmos e a pressão abdominal que causam tanta dor.

A dica aqui é transformar o banho em um verdadeiro ritual. Diminua a luz do banheiro, coloque uma música suave ou o ruído branco de fundo e coloque o bebê na água com movimentos lentos e cheios de carinho. Dentro da banheira, você pode aproveitar para fazer uma massagem bem gentil na barriguinha dele, seguindo o mesmo movimento horário que faz fora da água.

Imagine só: a combinação do banho morno com os sons relaxantes. É um combo poderoso para aliviar os gases do seu recém-nascido. Mais do que apenas tratar o sintoma, essa prática cria um momento de pura conexão e tranquilidade, que faz bem tanto para o bebê quanto para você.

Quando os gases podem ser um sinal de alerta

É completamente normal que um recém-nascido tenha gases. Faz parte do processo de amadurecimento do sistema digestivo dele. No entanto, sei que o coração de mãe e pai aperta, e a dúvida sempre aparece: será que é só um desconforto normal ou algo mais sério? A sua intuição é uma ferramenta poderosa, mas conhecer os sinais de alerta vai te dar a tranquilidade para agir da forma certa.

Essa preocupação é muito comum e, pode acreditar, você não está só. Estudos brasileiros mostram que a ansiedade com os gases no primeiro trimestre é uma realidade para 78% a 88% dos pais, sendo um dos principais motivos que levam as famílias ao consultório do pediatra. Se quiser se aprofundar um pouco mais, você pode ler mais sobre o assunto no portal Tua Saúde.

Sinais que merecem uma atenção especial

Na grande maioria das vezes, um pouco de massagem e carinho resolvem o problema dos gases. Mas, como saber quando a situação pede um olhar profissional? Com base nas orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, se o seu bebê apresentar algum dos sintomas abaixo, o melhor caminho é conversar com o pediatra.

  • Choro que não para por nada: Não é aquele chorinho de manha ou desconforto. É um choro agudo, intenso, que dura horas e parece que nada no mundo consegue acalmar.
  • Febre: Qualquer temperatura medida na axila acima de 37,8 °C já é considerada febre em um recém-nascido e precisa ser investigada. Pode ser sinal de uma infecção.
  • Vômitos em jato: É diferente daquela golfada comum que escorre no seu ombro. O vômito em jato é forte, vai longe e pode indicar algum problema gastrointestinal que precisa de avaliação.
  • Recusa para mamar: Um bebê que, de uma hora para outra, não quer saber do peito ou da mamadeira por várias mamadas seguidas, está dando um sinal importante de que algo não vai bem.
  • Alterações no cocô: Encontrar sangue ou muco nas fezes nunca é normal. Se isso acontecer, é hora de ligar para o pediatra.
  • Barriga dura e muito estufada: Uma barriguinha que está visivelmente inchada e fica rígida quando você toca, especialmente se o bebê demonstra muita dor, é um sinal claro para procurar ajuda.

Lembre-se: o objetivo não é se desesperar, mas se informar. Conhecer esses sinais te dá o poder de tomar a decisão certa na hora certa, garantindo que seu bebê esteja sempre seguro e saudável.

Esses sintomas podem indicar que o problema vai além de simples gases e pode estar ligado a outras condições, como uma dor em cólica mais intensa, por exemplo. O conhecimento te dá confiança para cuidar do seu pequeno, sabendo exatamente quando respirar fundo e quando pegar o telefone para ligar para o médico.

Suas dúvidas respondidas: um guia rápido sobre gases em recém-nascidos

Mesmo depois de ler um guia completo, é normal ter aquela pulga atrás da orelha com algumas questões mais específicas. Afinal, cada bebê é um mundo.

Pensando nisso, separei as perguntas que mais escuto no consultório e nas rodas de conversa com pais de primeira viagem. Vamos direto ao ponto, sem rodeios e com a informação que você realmente precisa.

A minha alimentação influencia os gases do bebê que amamento?

Essa é clássica. Você comeu uma fatia de bolo de chocolate ou um prato de feijoada e, horas depois, seu bebê está se contorcendo de dor. A culpa é sua? Na grande maioria das vezes, a resposta é não.

O seu leite é produzido a partir de nutrientes do seu sangue, não de uma "passagem direta" do que está no seu estômago. A Sociedade Brasileira de Pediatria confirma: a dieta da mãe raramente é a causa principal dos gases.

No entanto, existe uma pequena parcela de bebês com sensibilidade a proteínas específicas que podem passar para o leite, como as do leite de vaca, da soja ou de ovos. Se, além dos gases, você notar outros sinais (como sangue nas fezes, vômitos ou irritabilidade extrema), aí sim é hora de conversar com o pediatra. Não corte alimentos por conta própria, combinado?

Posso dar remédio para gases por minha conta?

A resposta é curta e grossa: de jeito nenhum. Automedicar um recém-nascido é muito perigoso. Sei que é tentador ver aquele vidrinho de simeticona na farmácia prometendo alívio imediato, mas seu uso deve ser sempre indicado e supervisionado pelo pediatra.

Só o médico consegue avaliar se o desconforto é realmente por gases, descartar outras causas e, o mais importante, calcular a dose exata para o peso e a idade do seu filho.

A marca da fórmula infantil pode piorar os gases?

Sim, isso pode acontecer. Assim como nós, adultos, nos adaptamos melhor a certas comidas, os bebês também podem reagir de forma diferente a cada tipo de fórmula.

Se você trocou de marca recentemente e notou uma piora nítida nos gases, vale a pena bater um papo com o pediatra. Existem no mercado opções como fórmulas hipoalergênicas ou com proteínas parcialmente digeridas (hidrolisadas), que podem ser uma boa saída para bebês mais sensíveis. Lembre-se: qualquer mudança na alimentação do bebê precisa de orientação profissional.

A pediatra Dra. Fernanda Freire tem vídeos ótimos e didáticos sobre o assunto no YouTube, se quiser se aprofundar nesse tema em português.

Até quando é normal o bebê ter tantos gases?

Pode respirar com um pouco de alívio: essa fase tem data para acabar! O auge das cólicas e dos gases costuma ser por volta da sexta semana de vida. Depois disso, a tendência é melhorar bastante, com uma grande diferença percebida entre os 3 e 4 meses de idade.

É nesse período que o sistema digestivo do pequeno finalmente amadurece e começa a trabalhar de forma mais eficiente. Caso o desconforto intenso continue depois dos quatro meses, é fundamental procurar o pediatra para investigar se não há outra questão por trás.


No MeditarSons, sabemos que a jornada com um bebê é cheia de alegrias, mas também de muitos desafios. Continue explorando nosso portal para achar mais dicas, artigos e sons relaxantes que ajudam a criar um ambiente de paz para você e seu pequeno. Venha nos conhecer: https://meditarsons.com

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