Quando a pergunta "cólica em bebês, o que fazer?" surge, a melhor resposta é uma mistura de conforto, paciência e algumas técnicas bem específicas. Coisas simples como uma massagem suave na barriga, mudar o bebê de posição ou apenas criar um ambiente mais tranquilo costumam ser as primeiras e mais eficientes atitudes para acalmar o choro e o desconforto, conforme orientam pediatras.
Ouvir seu bebê chorar sem parar e se sentir de mãos atadas é uma das sensações mais angustiantes para pais e mães. A primeira coisa que vem à cabeça é: "deve ser cólica". Mas o que isso significa na prática? Entender a raiz desse desconforto é o verdadeiro ponto de partida para trazer a paz de volta para casa.
Primeiro, respire fundo. Cólica não é uma doença, é só uma fase. A grande questão é a imaturidade natural do sistema digestivo e neurológico do recém-nascido, algo completamente normal nos primeiros meses, conforme explica a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O intestino dele ainda está pegando o jeito de digerir o leite, de se movimentar e de lidar com os gases. É um aprendizado para o corpinho dele.
Para não confundir qualquer choro com uma crise de cólica, os pediatras criaram um parâmetro bem útil, a "regra dos 3". É uma forma prática de colocar as coisas em perspectiva.
A regra diz que é cólica quando o choro intenso dura mais de 3 horas por dia, acontece em mais de 3 dias por semana e se mantém por mais de 3 semanas seguidas num bebê que, fora isso, é super saudável. Aqui no Brasil, isso acontece com cerca de 20% dos bebês, ou seja, 1 em cada 5 pequenos passa por essa fase. O auge costuma ser entre a quarta e a sexta semana de vida, e a boa notícia é que geralmente some lá pelos três ou quatro meses. Para mais detalhes técnicos, o portal da Sociedade Brasileira de Pediatria é uma ótima fonte.
Lembre-se: é uma fase e vai passar. Entender que a cólica é um processo normal do corpo do bebê, e não um erro seu, é o que vai te dar a tranquilidade e a confiança para atravessar esse período.
Antes de cravar que é cólica, vale a pena dar uma olhada em outros possíveis motivos para o choro. Bebês usam o choro para dizer muitas coisas:
Decifrar esses sinais é um desafio, principalmente para quem está nessa jornada pela primeira vez. Às vezes, um choro que não para e é difícil de acalmar pode ser um sinal de outras coisas. Se esse é o seu caso, vale a pena ler nosso artigo sobre os sinais de um bebê high need, que pode trazer novas perspectivas sobre o temperamento do seu filho.
Para te ajudar a identificar o que está acontecendo, preparamos uma tabela simples que resume os sinais mais comuns durante uma crise de cólica.
Esta tabela foi criada para ajudar pais e cuidadores a reconhecer rapidamente os comportamentos que geralmente acompanham uma crise, dando pistas sobre o que pode estar por trás do choro.
| Sinal Comportamental | O que Observar | Possível Motivo |
|---|---|---|
| Pernas Encolhidas | O bebê puxa as perninhas em direção à barriga de forma repetida. | Instinto de aliviar a pressão e a dor abdominal causada pelos gases. |
| Punhos Cerrados | As mãozinhas ficam fechadas com força, mostrando tensão. | Sinal claro de dor e desconforto físico. |
| Barriga Dura | Ao tocar na barriguinha, você a sente rígida e estufada. | Acúmulo de gases no intestino, que ainda não consegue expulsá-los com facilidade. |
| Rosto Avermelhado | A face do bebê fica corada, especialmente durante o choro. | Esforço físico intenso do choro contínuo. |
| Choro Agudo e Intenso | O choro é mais alto, estridente e parece inconsolável. | É um choro de dor, diferente do choro de fome ou de sono. |
Observar esses sinais em conjunto pode confirmar se o desconforto do seu bebê é realmente cólica. Isso te dá mais segurança para aplicar as técnicas de alívio certas, sabendo que você está no caminho certo para acalmá-lo.
Quando a crise de cólica chega, o choro do bebê parece interminável e o coração de qualquer pai ou mãe aperta. A gente só quer uma solução, e rápido. A boa notícia é que existem, sim, técnicas seguras e que funcionam na hora para trazer alívio, transformando o desespero em um suspiro de conforto.
O segredo é manter a calma e usar movimentos e posições que ajudem a relaxar aquela barriguinha tão tensa. São gestos simples, muitos deles recomendados por especialistas em fisioterapia pediátrica, que não só aliviam a dor, mas também fortalecem o vínculo e a segurança do seu pequeno.
A maneira como você segura o bebê durante uma crise pode fazer toda a diferença. Algumas posições aplicam uma pressão suave no abdômen, o que é ótimo para ajudar a movimentar os gases presos e diminuir o desconforto.
Experimente estas:
Essas posições são um ótimo ponto de partida para acalmar a situação antes mesmo de começar uma massagem. Mas como saber se é mesmo cólica? Existe um critério clássico, conhecido como a "Regra dos 3", que ajuda a identificar o padrão.
Basicamente, a cólica é definida por um choro que dura mais de 3 horas por dia, acontece em mais de 3 dias por semana e persiste por mais de 3 semanas.
Depois de encontrar uma posição confortável, a massagem na barriguinha é o próximo passo. Uma das mais famosas e eficazes é a técnica "I Love U" (Eu te Amo), que estimula o intestino a liberar os gases presos.
Com o bebê deitado de barriga para cima, use as pontas dos dedos e faça movimentos suaves, mas com uma leve firmeza:
Repita essa sequência algumas vezes. Você estará literalmente acompanhando o caminho do intestino grosso, ajudando a empurrar os gases para fora. Se você gostou da ideia e quer aprender mais técnicas de massagem, confira nosso guia sobre Shantala em bebê; é uma prática incrível para relaxar e se conectar ainda mais com seu filho.
Para turbinar o efeito da massagem, uma bolsinha de água morna é uma aliada de ouro. Só não se esqueça do mais importante: sempre enrole a bolsa numa fralda de pano ou toalha para proteger a pele sensível do bebê. E, claro, teste a temperatura no seu próprio pulso antes de colocar sobre ele.
Por fim, nunca subestime o poder de um bom arroto. Depois de cada mamada, seja no peito ou na mamadeira, tire uns minutinhos para ajudar seu bebê a arrotar. Esse simples gesto impede que o ar engolido na alimentação se acumule e vire uma fonte de dor mais tarde.
É quase um instinto. Quando o bebê chora de dor, muitos de nós olhamos imediatamente para a comida. "Será que foi algo que eu comi?" ou "Será que essa fórmula não está fazendo bem?". Essas dúvidas são super normais e merecem atenção, mas, antes de tudo, sem culpa.
A verdade é que a relação entre a dieta e as cólicas existe, mas raramente é a vilã principal da história. Se seu bebê mama no peito, é pouco provável que algo na sua alimentação seja a causa direta. Muitos mitos sobre alimentos como feijão, brócolis ou chocolate simplesmente não se sustentam cientificamente.
O que as pesquisas mostram com mais clareza é uma possível sensibilidade a certas proteínas que passam pelo leite, com a proteína do leite de vaca (APLV) sendo a mais comum. Se houver essa suspeita, o pediatra pode sugerir que você retire temporariamente os laticínios da sua dieta. Mas atenção: essa mudança deve ser sempre acompanhada por um profissional para garantir que sua nutrição não seja prejudicada.
Para os pequenos que usam fórmula infantil, a lógica é parecida. A maioria das fórmulas é feita à base de leite de vaca e, para alguns bebês, a proteína inteira pode ser um pouco pesada para o sistema digestivo ainda em amadurecimento, gerando desconforto.
Nesses casos, a conversa com o pediatra é fundamental. Existem alternativas que podem fazer toda a diferença:
Uma dica de ouro: nunca troque a fórmula do bebê por conta própria. Somente o pediatra pode avaliar o quadro completo, investigar outras possíveis causas e indicar a melhor opção, levando em conta até outras condições, como o refluxo. Se isso também te preocupa, você pode aprender mais no nosso guia sobre leites específicos para refluxo.
Curiosamente, outros pontos podem ter uma influência maior nas cólicas do que imaginamos. Estudos já mostraram que bebês que nascem de cesárea têm um risco maior de desenvolver cólicas. No Brasil, onde os partos cesáreos representaram 55,6% dos nascimentos em 2022, essa é uma informação que não pode ser ignorada.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também reforça um dado importante: bebês em aleitamento materno exclusivo costumam ter menos cólicas, com taxas de 20% a 30% mais baixas do que os que usam fórmula. Isso acontece porque o leite da mãe ajuda a construir uma flora intestinal mais forte e saudável. Você pode ler mais sobre isso no portal do Hospital Infantil Sabará.
Quando a gente se pergunta "cólica em bebês o que fazer?", a solução muitas vezes está além de massagens na barriguinha. O ambiente ao redor do recém-nascido tem um poder gigantesco sobre o bem-estar dele. Pense bem: um espaço cheio de barulho, luzes fortes e muita agitação pode sobrecarregar o sistema nervoso do bebê, que ainda está amadurecendo, e transformar um pequeno desconforto numa crise de choro daquelas.
Criar um verdadeiro santuário de calma em casa é uma das estratégias mais eficientes para ajudar seu filho a passar por um episódio de cólica. Isso não quer dizer que você precisa viver num silêncio monástico, mas sim aprender a dosar os estímulos para oferecer um refúgio seguro e previsível, principalmente naqueles horários mais complicados do dia.
Já notou como o som do aspirador de pó ou do secador de cabelo parece acalmar um bebê aos prantos? Isso não é coincidência. É o efeito do ruído branco: um som constante e uniforme que funciona como uma espécie de "cobertor sonoro", mascarando outros barulhos mais agudos e repentinos que podem assustar o pequeno.
Para um recém-nascido, o mundo aqui fora é uma explosão de sons imprevisíveis. O ruído branco, por outro lado, imita a sensação sonora que ele tinha 24 horas por dia dentro do útero — o fluxo sanguíneo da mãe, os batimentos do coração. Não é à toa que funciona.
Um estudo publicado no periódico científico Archives of Disease in Childhood mostrou um dado impressionante: 80% dos recém-nascidos adormeceram em apenas cinco minutos ouvindo ruído branco. No grupo em silêncio, apenas 25% conseguiram.
Dica de ouro: Para usar o ruído branco com segurança, a Academia Americana de Pediatria recomenda manter o volume num nível confortável, mais ou menos como o som de um chuveiro ligado (cerca de 50 decibéis). A fonte do som, seja um aplicativo ou uma maquininha, deve ficar a pelo menos dois metros do berço.
Plataformas como o MeditarSons são uma mão na roda, pois oferecem diversas opções de sons contínuos e trilhas sonoras pensadas justamente para criar esse casulo de tranquilidade.
Bebês não gostam de surpresas. Eles amam rotina. Saber o que vai acontecer em seguida traz uma sensação imensa de segurança, e essa previsibilidade ajuda a regular o relógio biológico deles. O resultado? Menos agitação no fim da tarde, aquele período que muitas famílias apelidam de "hora da bruxa" por ser o pico das crises de cólica.
Quando seu filho começa a entender a sequência — banho morno, mamada, um colo gostoso e depois o berço —, ele relaxa. A ansiedade e o estresse, que são gatilhos para piorar o desconforto da barriga, diminuem drasticamente.
Aqui vão algumas ideias para começar:
Implementar essas pequenas mudanças na rotina e no ambiente cria uma base sólida de calma. É algo que não apenas ajuda a aliviar as crises de cólica agora, mas também ensina seu bebê a ter uma relação saudável e tranquila com o sono para o resto da vida.
A cólica é, na grande maioria das vezes, uma fase normal e inofensiva do desenvolvimento do bebê. Mas é impossível não se preocupar quando o choro parece não ter fim. A pergunta "e se for algo a mais?" certamente já passou pela sua cabeça, e saber diferenciar o desconforto comum de um sinal de alerta é o que vai te dar tranquilidade e garantir a segurança do seu filho.
Pense assim: a cólica típica, por mais angustiante que seja, tem um certo padrão. O bebê está ótimo na maior parte do dia, ganhando peso direitinho e se desenvolvendo bem. A crise de choro é intensa, sim, mas tem começo, meio e fim, acontecendo quase sempre no mesmo horário, geralmente no fim da tarde ou à noite.
No entanto, alguns sintomas fogem completamente desse roteiro e precisam de uma avaliação médica sem demora. A intenção aqui não é te deixar em pânico, mas sim te dar informação de qualidade para que você saiba exatamente quando é a hora de ligar para o pediatra.
Antes de mais nada, confie no seu instinto de mãe ou pai. Se algo parece errado, provavelmente vale a pena investigar. Fique de olho em qualquer sintoma que apareça junto com o choro intenso, pois ele pode ser a chave para identificar algo que precisa de tratamento.
Alguns sinais vermelhos são bem claros e não deixam dúvida:
O mais importante é observar o quadro geral. Uma crise de cólica não impede o ganho de peso nem atrapalha o desenvolvimento do seu filho.
As fraldas do seu bebê são um verdadeiro diário da saúde dele. Mudanças bruscas na cor, na consistência ou na frequência do cocô, principalmente se vierem acompanhadas de muito choro, devem ser reportadas ao pediatra.
Fique especialmente de olho em sangue ou muco nas fezes. Esses podem ser sinais de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), uma condição que vai muito além da cólica e exige um diagnóstico e um manejo bem específicos.
Outro ponto crucial é o peso. É normal o bebê perder um pouquinho de peso nos primeiros dias de vida, mas ele precisa recuperar o peso do nascimento em até duas semanas. Se ele continuar perdendo peso, isso é um sinal de alerta importante.
Fique atento: a perda de peso (que ocorre em cerca de 5% dos casos mais graves) ou a presença de sangue nas fezes exigem uma consulta médica urgente. Para se aprofundar no assunto, você pode conferir a matéria completa no portal Drauzio Varella.
Mesmo com um mar de informações por aí, a verdade é que, na hora do aperto, surgem aquelas dúvidas bem específicas. E ter uma resposta rápida e segura pode ser o porto seguro que você precisa no meio de uma crise de choro.
Por isso, separamos as perguntas que mais escutamos de pais e cuidadores, com respostas diretas e alinhadas com o que os especialistas recomendam. A ideia é te dar mais confiança para atravessar essa fase.
A resposta curta e direta é: não. E isso não é achismo, é uma recomendação séria. Tanto a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) quanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) são bem firmes nesse ponto: até os seis meses, o bebê só precisa de leite materno ou fórmula.
Dar qualquer tipo de chá, mesmo aqueles com fama de "calmantes" como camomila ou erva-doce, não é uma boa ideia. O sistema digestivo e os rins do bebê ainda são muito imaturos para lidar com outras substâncias. Além de atrapalhar a absorção dos nutrientes do leite, os chás podem causar alergias e até intoxicações. É um risco que não vale a pena correr.
Aqui, a regra é clara: nunca, jamais, medique seu bebê sem falar com o pediatra. A automedicação, que já é perigosa para adultos, é um risco imenso para um recém-nascido.
Muitos dos remédios de farmácia para cólica não têm eficácia comprovada cientificamente e podem, sim, ter efeitos colaterais. Só o médico consegue avaliar se o choro é mesmo cólica, descartar outros problemas e, se for o caso, indicar um tratamento que seja seguro para a idade e o peso do seu filho.
Lembre-se: o caminho mais seguro é quase sempre o mais simples. Massagens, uma bolsa de água morna na barriguinha, mudar de posição e criar um ambiente tranquilo costumam dar conta do recado na maioria das vezes.
Essa é a pergunta de um milhão de dólares para pais que já não sabem mais o que é dormir, não é? "Quando isso vai acabar?". A notícia boa é que sim, a cólica tem data para terminar.
O pico das crises geralmente acontece por volta das 6 semanas de vida. Depois disso, a tendência é que o desconforto comece a diminuir aos poucos. A maioria dos bebês se livra completamente da cólica entre os 3 e 4 meses de idade, que é quando o sistema digestivo e neurológico deles dá um salto de amadurecimento. Se o choro intenso continuar depois dessa fase, vale a pena conversar com o pediatra de novo.
Pode tirar essa preocupação da cabeça: não, de jeito nenhum. Esse é um dos maiores mitos que cercam a maternidade. Um bebê pequeno não chora para manipular ou para criar "manha". Ele chora porque precisa de algo, e muitas vezes esse algo é segurança, conforto e contato.
Quando seu filho está com dor, o seu colo é o lugar mais seguro do mundo para ele. Aconchegar, balançar e oferecer seu calor não só alivia o desconforto físico, mas fortalece o vínculo entre vocês e mostra para ele que pode confiar em você. Nessa fase, não existe "colo demais".
Aqui na MeditarSons, a gente entende tudo de sons e músicas que ajudam seu bebê a relaxar e dormir melhor. Explore nosso portal e encontre trilhas de ruído branco e artigos que vão te dar uma mãozinha em cada etapa do desenvolvimento do seu filho. Visite o MeditarSons e veja como podemos trazer mais paz para as suas noites.
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