Um cardápio para o bebê de 7 meses precisa ser cheio de nutrientes importantes, e é agora que começamos a evoluir das papinhas lisas para texturas mais amassadinhas com o garfo. O segredo é caprichar nas fontes de ferro, como carnes e feijões, e oferecer uma boa variedade de frutas, legumes e verduras para garantir que o cérebro e o corpinho dele se desenvolvam a todo vapor.

Entendendo os nutrientes essenciais para seu bebê

Aos sete meses, a aventura da alimentação do seu bebê ganha novos capítulos. O leite materno ou a fórmula ainda são a base de tudo, claro, mas a comida de verdade passa a ter um papel fundamental no crescimento. Agora é a hora de focar nos "tijolinhos" que vão construir a saúde do seu pequeno.

Pense nos nutrientes como se fossem uma equipe de construção. O ferro, por exemplo, é o mestre de obras: essencial para prevenir a anemia e ajudar no desenvolvimento do cérebro. O zinco é o engenheiro de segurança, cuidando para que o sistema imunológico fique forte e pronto para qualquer desafio.

As vitaminas também são indispensáveis. A vitamina A, que você encontra na cenoura e na abóbora, cuida da visão e da pele. Já a vitamina C, presente em frutas como a laranja e o mamão, dá uma força extra para o corpo absorver aquele ferro tão importante.

A base da nutrição nesta fase

O leite continua sendo a estrela do show, fornecendo a gordura e os nutrientes vitais para o cérebro, que está em pleno desenvolvimento. As refeições com comida de verdade entram como coadjuvantes de luxo, trazendo novas texturas, sabores e, principalmente, aqueles nutrientes que o bebê começa a precisar em maior quantidade.

A Sociedade Brasileira de Pediatria nos dá um bom norte para essa fase. Conforme o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da SBP, a rotina costuma incluir umas seis refeições por dia, alternando as mamadas com papinhas de fruta e refeições principais mais completas. Ah, e a água se torna ainda mais importante! Um bebê dessa idade bebe, em média, 800 ml de líquidos por dia, somando o leite, a água dos alimentos e a que você oferece no copinho. Para saber mais, vale a pena conferir as recomendações sobre a alimentação do bebê de 7 meses.

Lembre-se: o objetivo não é só nutrir, é também ensinar. Cada colherada é uma chance para o bebê descobrir um sabor novo, treinar a mastigação e construir uma relação saudável e feliz com a comida.

Organizando o cardápio do dia a dia

Para montar um cardápio de bebê de 7 meses que seja nutritivo e gostoso, o truque é pensar nos grupos de alimentos que não podem faltar nas refeições principais (almoço e jantar). Combinar um pouquinho de cada grupo é a receita para o sucesso.

Para te ajudar a visualizar, criamos uma tabela bem prática.

Grupos alimentares essenciais para o bebê de 7 meses

Uma tabela prática com os principais grupos de alimentos e exemplos para incluir no cardápio diário do seu bebê.

Grupo Alimentar Nutrientes Principais Exemplos para o Bebê
Proteínas Ferro, Zinco, Vitamina B12 Frango desfiadinho, carne moída bem cozida, ovo cozido e amassado.
Cereais e Tubérculos Carboidratos, Energia Batata-doce, mandioquinha, arroz ou inhame, tudo bem amassadinho.
Leguminosas Ferro, Fibras, Proteína Vegetal Feijão, lentilha ou grão-de-bico cozidos e amassados (sem a casca).
Hortaliças Vitaminas, Minerais, Fibras Brócolis, abóbora, espinafre ou cenoura cozidos no vapor e amassados.

Com essa estrutura, fica muito mais fácil variar o pratinho do seu bebê e ter a certeza de que ele está recebendo tudo o que precisa. O segredo está na simplicidade e na qualidade dos ingredientes. Assim, cada refeição se torna um passo importante para um crescimento forte e cheio de saúde.

A progressão de texturas na rotina alimentar

Chegou a fase dos 7 meses, e o universo alimentar do seu bebê está prestes a explodir em novidades! Aquelas papinhas super lisinhas, que foram a porta de entrada para os sólidos, agora começam a abrir caminho para novas aventuras no pratinho. Este é o momento perfeito para começar a evoluir as texturas, um passo fundamental para o desenvolvimento do seu pequeno.

Pense nisso como um grande marco, igualzinho a aprender a andar. Primeiro o bebê firma o pescoço, depois aprende a sentar, arrisca engatinhar e, de repente, dá os primeiros passinhos. Com a comida, a lógica é a mesma. Sair de um purê totalmente homogêneo para uma consistência mais grossinha, só amassada com o garfo, é o "engatinhar" da mastigação.

Essa simples mudança faz uma diferença enorme: estimula todos os músculos da boca e da mandíbula, preparando o bebê para, logo logo, mastigar alimentos mais sólidos. É um verdadeiro treino motor que vai impactar até no desenvolvimento da fala.


Este fluxo alimentar mostra bem como organizar o dia a dia do bebê, da mamada às refeições principais.

Fluxo alimentar do bebê mostrando a progressão de leite, frutas e refeição principal em três etapas.

A imagem reforça a importância de intercalar o leite com as frutas e as refeições salgadas, criando uma rotina alimentar completa e bem balanceada para essa fase.

Da papa lisa aos pedacinhos macios

Essa transição precisa ser feita com calma e muito respeito ao tempo do bebê. A dica de ouro é começar oferecendo a mesma papinha de sempre, mas em vez de usar o liquidificador ou o mixer, apenas amasse bem com um garfo. A textura vai ficar um pouco mais rústica, com pedacinhos bem macios no meio.

É super normal que o bebê estranhe no início. Pode fazer careta, cuspir um pouco… faz parte! Ele está aprendendo algo completamente novo. Acredite, sua paciência e persistência são as melhores ferramentas nessa hora.

A evolução das texturas vai muito além da nutrição. Cada nova consistência é um estímulo poderoso para o cérebro, a boca e os músculos do seu bebê, ensinando-o a coordenar a mastigação e a deglutição com segurança.

Para mergulhar de cabeça nesse assunto, dê uma olhada no nosso guia sobre quando introduzir papinhas na alimentação do seu bebê.

A importância de uma rotina alimentar

Bebês adoram previsibilidade. Eles se sentem muito mais seguros quando sabem o que esperar. Ter horários mais ou menos definidos para as refeições e mamadas ajuda a regular o reloginho interno do apetite e a criar uma relação feliz com a hora de comer.

Uma rotina não precisa ser engessada, claro, mas essa organização ajuda o organismo do bebê a entender quando é hora de comer, brincar ou dormir. Para os pais, também facilita na hora de equilibrar as refeições sólidas com as mamadas. O leite materno (ou a fórmula) ainda é o carro-chefe da nutrição, mas as papinhas chegam para complementar. Geralmente, as frutas entram nos lanches da manhã e da tarde, enquanto as refeições principais, como almoço e jantar, se consolidam na rotina.

Equilibrando leite e sólidos

Uma dúvida muito comum é: oferecer o peito ou a mamadeira antes ou depois da papinha? A verdade é que não existe uma regra de ouro. O segredo é observar o seu filho e ver o que funciona melhor para vocês.

Aqui vão algumas pistas que podem ajudar:

  • Se o bebê está com muita fome: Oferecer o leite um pouquinho antes da refeição pode acalmá-lo, deixando-o mais aberto e curioso para provar a comida.
  • Se o bebê não parece muito interessado na comida: Tente oferecer a papinha primeiro, quando a fome está no auge, e use o leite como complemento depois.
  • Observe os sinais: O mais importante é aprender a ler os sinais de fome e de saciedade do seu filho. Forçar a comer ou negar o leite quando ele pede pode acabar criando uma relação estressante com a comida.

Lembre-se sempre: cada bebê é um universo particular. A alimentação guiada pela intuição e pelo respeito aos sinais do seu pequeno é o melhor caminho para construir hábitos saudáveis que ele levará para a vida toda.

Um modelo de cardápio semanal para inspirar você

A gente sabe que organizar a alimentação de um bebê de 7 meses pode parecer um quebra-cabeça, mas acredite: com um pouco de planejamento, tudo flui melhor. Para te ajudar a encher o pratinho do seu pequeno com variedade e muitos nutrientes, montamos um exemplo prático de cardápio para bebê de 7 meses.

Pense neste guia como um ponto de partida, uma fonte de inspiração para você criar suas próprias combinações deliciosas e nutritivas. O segredo é sempre amassar bem os alimentos com um garfo, deixando aquela textura de purê com alguns pedacinhos bem macios para incentivar a mastigação.

Vários potes com ingredientes e papinhas para bebê, incluindo cenoura, batata, lentilhas e purês coloridos.

A base de um pratinho equilibrado

Antes de pular para as sugestões, vamos alinhar o que forma a base de uma refeição principal para um bebê dessa idade. Seguindo as diretrizes do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, do Ministério da Saúde, tanto o almoço quanto o jantar precisam ter uma boa combinação de grupos alimentares.

É essa mistura que garante que o bebê receba tudo o que precisa para crescer forte e saudável.

  • 1 Carboidrato: Para dar energia. Pense em batata-doce, mandioquinha, inhame ou arroz.
  • 1 Proteína: Fundamental para o crescimento. Pode ser frango desfiado, carne moída bem cozidinha, ovo cozido ou peixe sem espinhas.
  • 1 Leguminosa: Fonte de ferro e fibras. Feijão, lentilha e grão-de-bico (sempre muito bem cozidos e amassados) são ótimas pedidas.
  • 2 Vegetais: Para encher o prato de vitaminas e minerais. Use e abuse da abóbora, brócolis, cenoura, espinafre, couve-flor.

Essa combinação colorida não apenas nutre, mas também começa a educar o paladar do bebê, apresentando um mundo de novos sabores e texturas desde cedo.

Combinando os lanches com as refeições principais

E os lanchinhos? Aqueles que a gente oferece no meio da manhã e da tarde são o momento perfeito para as frutas. Dê preferência a frutas frescas e maduras, amassadinhas com o garfo.

Você pode oferecer uma fruta de cada vez para ele conhecer bem o sabor ou criar duplas nutritivas, como banana com aveia ou mamão com umas gotinhas de laranja. Essas pausas entre as refeições principais mantêm o bebê satisfeito e com energia de sobra para explorar o mundo.

A chave para um cardápio de sucesso é a variedade. Rodar os alimentos durante a semana não só evita que o bebê enjoe, como também garante que ele receba um leque muito maior de vitaminas e minerais essenciais.

Para quem busca mais orientações, especialistas em sono pediátrico reforçam a importância de criar rotinas alimentares consistentes. Ter cerca de 3 refeições principais por dia aos 7 meses ajuda tanto na nutrição quanto na construção de bons hábitos de sono.

Agora, vamos ao que interessa: o exemplo prático que preparamos para a sua semana.

Exemplo de Cardápio Semanal (Almoço e Jantar)

Aqui está um plano detalhado com algumas ideias de combinações para o almoço e o jantar do seu bebê ao longo da semana. O objetivo é garantir variedade e muitos nutrientes!

Dia da Semana Sugestão de Almoço Sugestão de Jantar
Segunda-feira Frango desfiado, batata-doce amassada, feijão amassado, cenoura e espinafre cozidos. Peixe (sem espinhas) desfiado, mandioquinha amassada, brócolis e abobrinha cozidos.
Terça-feira Carne moída, purê de inhame, lentilha amassada, couve-flor e beterraba cozidas. Frango desfiado, arroz bem cozido, feijão amassado e abóbora cozida.
Quarta-feira Ovo cozido e amassado, batata baroa amassada, grão-de-bico, chuchu e couve cozidos. Carne moída, purê de batata, lentilha amassada e vagem cozida.
Quinta-feira Frango desfiado, arroz bem cozido, feijão amassado, cenoura e abobrinha cozidos. Peixe (sem espinhas) desfiado, purê de inhame, brócolis e beterraba cozidos.
Sexta-feira Carne moída, mandioquinha amassada, lentilha, espinafre e abóbora cozidos. Ovo cozido e amassado, batata-doce amassada, couve-flor e chuchu cozidos.
Sábado Frango desfiado, purê de batata, feijão amassado, cenoura e couve cozidos. Repetir uma das opções favoritas da semana ou criar uma nova combinação.
Domingo Carne moída, arroz bem cozido, lentilha, brócolis e abobrinha cozidos. Refeição mais leve, como uma sopa de legumes com frango desfiado.

Ah, e não se esqueça: ofereça sempre água filtrada ao bebê nos intervalos das refeições. Use este cardápio como um mapa para começar a explorar um mundo de possibilidades na cozinha, sempre conversando com o pediatra do seu filho.

Se você gosta de ver na prática, este vídeo da nutricionista materno infantil Andressa Bortolasso mostra direitinho como montar um prato completo e equilibrado para os pequenos. Vale a pena conferir!

Receitas simples e nutritivas para o dia a dia

Cozinhar para o seu bebê de 7 meses pode ser uma delícia e, acredite, bem mais fácil do que parece. Mesmo com a agenda apertada, com os ingredientes certos e um pingo de planejamento, você consegue criar pratos super nutritivos que dão aquele empurrãozinho no desenvolvimento do seu pequeno.

O segredo está em combinar alimentos que entreguem um bom balanço de nutrientes e, claro, que sejam gostosos. Uma dica de ouro é sempre dar preferência ao cozimento no vapor, pois ele segura bem as vitaminas e minerais que são tão importantes. Na hora de servir, amasse tudo com um garfo. Isso ajuda a introduzir novas texturas e estimula a mastigação, algo que o liquidificador não faz.

Vegetais frescos sendo cozidos no vapor e preparados para uma refeição saudável de bebê.

Papinhas salgadas poderosas

O almoço e o jantar são os momentos ideais para misturar diferentes grupos de alimentos e criar uma refeição completa. Separei duas receitas que são um sucesso, fáceis de fazer e que você pode até preparar em maior quantidade para adiantar a semana.

1. Papinha de carne com abóbora e espinafre

Essa aqui é uma verdadeira "bomba" de nutrientes, riquíssima em ferro – fundamental para evitar a anemia e turbinar o desenvolvimento do cérebro.

  • Ingredientes: 50g de carne moída magra (patinho é uma ótima opção), 1 fatia grossa de abóbora cabotiá, 4 folhas de espinafre bem lavadinhas.
  • Como fazer: Cozinhe a carne moída com um pouquinho de água até ela ficar bem macia. Em outra panela, cozinhe a abóbora e o espinafre no vapor. Depois, é só juntar tudo no pratinho e amassar bem com o garfo até virar um purê mais rústico.

2. Papinha de frango com batata-doce e brócolis

Uma combinação que não tem erro! É pura energia e vitaminas para deixar o sistema imunológico do bebê forte como uma rocha.

  • Ingredientes: 50g de filé de frango em cubos, 1 batata-doce pequena, 2 floretes de brócolis.
  • Como fazer: Cozinhe o frango (pode ser na pressão para ser mais rápido) até ficar supermacio, daqueles que desmancham. Enquanto isso, cozinhe a batata-doce e o brócolis no vapor. Desfie o frango, amasse os legumes e misture tudo. Prontinho!

A Sociedade Brasileira de Pediatria reforça que a papinha principal deve ser um prato completo, com um vegetal, um cereal ou tubérculo, uma leguminosa e uma proteína. Essa variedade é o que realmente garante a nutrição que eles precisam nessa fase.

Se você fica na dúvida sobre como deixar as comidinhas mais saborosas sem usar sal, dá uma olhada no nosso guia sobre como temperar a comida do bebê. Ele está cheio de dicas sobre temperos naturais e seguros.

Papinhas de frutas para os lanches

Nos lanchinhos da manhã e da tarde, as frutas são as rainhas. Elas trazem vitaminas, fibras e aquele docinho natural que os pequenos amam. Que tal experimentar estas duplas?

1. Papa de pera com ameixa seca

Essa mistura é simplesmente fantástica para ajudar a regular o intestino do bebê, além de ser uma delícia.

  • Ingredientes: 1 pera bem madura, 2 ameixas secas sem caroço.
  • Como fazer: Deixe as ameixas de molho em água morna por uns 15 minutos para elas amolecerem. Cozinhe a pera no vapor até ficar bem macia. Depois, é só amassar a pera junto com as ameixas, usando um pouquinho da água do molho se achar que precisa de uma consistência mais ralinha.

2. Papa de manga com cenoura

Uma dupla cheia de cor e rica em vitaminas A e C, que são ótimas para a visão e a imunidade. A cenoura cozida dá um toque adocicado e uma textura diferente que eles costumam curtir.

  • Ingredientes: 1 fatia de manga madura, ½ cenoura pequena.
  • Como fazer: Cozinhe a cenoura no vapor até ela ficar desmanchando de tão macia. Amasse a manga junto com a cenoura cozida, misturando bem até formar um purê.

Dicas para guardar e congelar

Para salvar a rotina, cozinhar um panelão de papinha e congelar em porções é vida!

  • Use potinhos de vidro ou plástico livres de BPA com tampa, sempre bem limpinhos.
  • Não se esqueça de etiquetar cada pote com o que tem dentro e a data em que foi feito. As papinhas aguentam até 3 meses no freezer.
  • Para descongelar, o melhor é tirar o pote do freezer um dia antes e deixar na geladeira. Na hora de servir, aqueça em banho-maria. E lembre-se: papinha descongelada não pode ser congelada de novo, ok?

A comida pode ajudar o seu bebê a dormir melhor?

Muitos pais se perguntam se existe alguma mágica para fazer o bebê dormir a noite toda. E se eu te dissesse que a resposta pode estar no pratinho dele? Pois é, a alimentação e o sono andam de mãos dadas, e montar um cardápio para bebê de 7 meses bem pensado é um dos melhores caminhos para noites mais tranquilas.

Pense comigo: um bebê que se alimenta bem e fica satisfeito durante o dia tem muito menos motivos para acordar chorando de fome de madrugada. Uma rotina alimentar consistente não apenas nutre, mas também ajuda a ajustar o relógio biológico dele. É como se o corpinho aprendesse: de dia, a gente come e brinca; de noite, a gente descansa.

A importância da última refeição do dia

Aquela última refeição, que costuma ser o jantar e depois uma mamada antes de dormir, é estratégica. O segredo é deixar o bebê satisfeito para ir ao berço, mas sem aquela sensação de barriga estufada que pode atrapalhar o sono e causar desconforto.

Especialistas em sono infantil, como a American Academy of Pediatrics, afirmam que, com 7 meses, a maioria dos bebês já tem capacidade fisiológica para dormir a noite inteira sem precisar comer. O truque é garantir que ele consuma todas as calorias de que precisa enquanto o sol está brilhando.

Por isso, um jantar balanceado faz toda a diferença. Incluir carboidratos que demoram mais para serem digeridos, como batata-doce ou mandioquinha, junto com uma proteína, ajuda a manter a sensação de saciedade por mais tempo. Adeus, despertares da fome!

Dicas práticas para casar a rotina de sono e alimentação

Transformar a hora das refeições, principalmente as do final da tarde, em um momento de calma já é meio caminho andado para uma noite serena. Às vezes, pequenos ajustes na rotina fazem uma diferença enorme.

Veja algumas ideias que você pode testar em casa:

  • Evite agitação à mesa: Alimentos com açúcar ou muito processados (que, na verdade, nem deveriam estar no cardápio) podem deixar a criança mais agitada. O simples e natural é sempre a melhor pedida.
  • Crie um ritual de desaceleração: A última mamada do dia pode ser o começo do ritual do sono. Diminua as luzes, coloque uma música bem tranquila e aproveite o aconchego. Isso sinaliza para o bebê que a hora de dormir está se aproximando.
  • Fique de olho nos sinais de cansaço: Um bebê exausto fica irritado e, muitas vezes, nem consegue comer direito. Tente oferecer o jantar um pouco antes de ele atingir o limite do cansaço.

O poder dos sons para criar um ambiente de paz

Se o seu bebê é do tipo que se distrai com qualquer barulho na hora de comer, criar um ambiente sonoro tranquilo pode ser uma virada de chave. Fazer da hora da refeição um momento de paz ajuda a diminuir a ansiedade e até melhora a digestão.

Aqui no MeditarSons, nós entendemos tudo sobre sons que acalmam, e essa é uma prática que você pode facilmente trazer para a rotina de alimentação.

  • Ruído branco: Aquele som contínuo e suave, sabe? Ele é ótimo para "abafar" os barulhos da casa que podem tirar a concentração do bebê na comida.
  • Canções de ninar instrumentais: Músicas calminhas, sem voz, criam uma atmosfera super relaxante. O bebê começa a associar a hora de comer com algo prazeroso e sereno.

Para te ajudar a criar esse clima, aqui vai uma sugestão nossa de canções de ninar que são perfeitas para tocar durante o jantar do seu pequeno.

Quando você associa a comida a momentos de tranquilidade, não está só melhorando a experiência da refeição. Você está construindo uma base sólida para um sono mais longo e restaurador para toda a família.

Dicas de segurança e como acompanhar o crescimento

A segurança do seu bebê na hora de comer é, sem dúvida, o mais importante. Cada nova colherada é uma aventura, e alguns cuidados simples fazem toda a diferença para que essa jornada seja tranquila e positiva. Para prevenir engasgos, suas melhores ferramentas são a consistência certa da comida e, claro, sua atenção total.

Lembre-se sempre de amassar bem os alimentos com um garfo, garantindo que não sobre nenhum pedaço grande ou duro demais. O bebê precisa estar sentado, com a coluna retinha, e nunca deitado ou reclinado enquanto come. E, claro, sempre com um adulto por perto, de olho em tudo.

Introduzindo alimentos alergênicos com cuidado

Alguns alimentos, como ovo, peixe, trigo e amendoim, têm um potencial maior de causar alergias. A boa notícia é que a recomendação atual da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) é não ter medo de apresentá-los. O segredo está na forma como você faz isso.

Ofereça um de cada vez, em pequena quantidade, e espere de dois a três dias para observar qualquer reação. Só depois desse período de observação é que você introduz outro item da lista de alergênicos. É um passo a passo que dá segurança.

Fique de olho em qualquer sinal diferente, como:

  • Manchas vermelhas na pele (urticária).
  • Inchaço nos lábios, na língua ou no rosto.
  • Vômito ou diarreia logo depois de comer.
  • Irritabilidade ou um choro que parece diferente do normal.

Se notar qualquer um desses sintomas, pare de dar o alimento e ligue para o pediatra. É sempre melhor pecar pelo excesso de cuidado. E para ter mais clareza, veja nossa lista completa de alimentos que bebês de até um ano não devem comer.

Acompanhando o desenvolvimento físico

Um cardápio para bebê de 7 meses bem montado se reflete diretamente no crescimento dele. Acompanhar o ganho de peso e de altura é uma ótima maneira de saber se a alimentação está dando conta do recado e suprindo tudo o que ele precisa para se desenvolver.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) nos dá tabelas de referência que são ótimas para termos uma noção geral. Mas, lembre-se: cada bebê é único e tem seu próprio ritmo. A avaliação do pediatra nas consultas de rotina é o que realmente vale para ter uma análise completa e personalizada.

Só para você ter uma ideia, segundo a OMS, o peso médio para um menino de 7 meses fica entre 6,7 kg e 10,2 kg, e para meninas, entre 6 kg e 9,8 kg. Já na altura, os meninos costumam medir de 65 cm a 73,5 cm, e as meninas, de 62,8 cm a 72 cm.

Dúvidas comuns (e totalmente normais) sobre a alimentação do bebê

Entrar no mundo da introdução alimentar é como abrir uma porta cheia de novidades – e de dúvidas também. É super normal se sentir um pouco perdida nesse começo. Para te dar mais segurança e deixar essa fase mais leve, reunimos aqui as perguntas que mais aparecem no consultório, com respostas baseadas nas recomendações de especialistas.

Qual a quantidade certa de comida para o meu bebê?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares, não é? A verdade é que não existe um número mágico, uma quantidade exata em gramas ou colheres. A grande orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria é aprender a ler os sinais do seu bebê. Comece com duas ou três colheres de sopa e observe a reação dele.

Ele está abrindo a boca, animado, pedindo mais? Continue. Ele virou o rosto, travou a boquinha ou começou a se interessar mais pelo brinquedo do que pelo prato? Sinal de que está satisfeito. Respeitar o apetite dele é o segredo para construir uma relação positiva e saudável com a comida desde o início.

Posso usar temperos na comida dele?

Pode e deve! A ideia de que comida de bebê precisa ser sem graça é um mito. O que realmente deve ficar de fora é o sal, o açúcar e qualquer tempero pronto, cheio de sódio e aditivos. Já os temperos naturais são mais do que bem-vindos para aguçar o paladar do pequeno.

Pode usar sem medo:

  • Ervas frescas ou secas: Salsinha, cebolinha, orégano, manjericão e coentro dão um toque especial.
  • Especiarias suaves: Uma pitadinha de açafrão-da-terra (cúrcuma) ou páprica doce trazem cor e um sabor diferente.
  • Os clássicos: Cebola e alho, bem cozidinhos junto com os outros alimentos, criam uma base de sabor deliciosa e natural.

Usar esses temperos deixa o cardápio do bebê de 7 meses muito mais rico e ajuda a formar um pequeno comilão que aprecia comida de verdade.

Como posso guardar e congelar as papinhas?

Congelar a comida do bebê é uma mão na roda para a correria do dia a dia. A dica é usar potinhos de vidro ou de plástico que sejam livres de BPA, sempre bem limpinhos e com tampa. Na hora de encher, deixe um espacinho sobrando na borda, porque a comida se expande quando congela.

Uma dica de ouro: sempre coloque uma etiqueta no potinho com o que tem dentro e a data em que foi feito. As papinhas caseiras duram até 3 meses no freezer. Para descongelar, o melhor é tirar do freezer na noite anterior, deixar na geladeira e, na hora de servir, aquecer em banho-maria.

Meu bebê não quer comer, e agora?

A recusa alimentar é frustrante, mas respire fundo: é uma fase super comum. O primeiro passo é investigar se não há algo incomodando, como um dentinho nascendo. Se estiver tudo certo nesse sentido, o segredo é ter paciência e, acima de tudo, não forçar.

Tente fazer da hora da refeição um momento tranquilo e feliz, sem telas ou muitas distrações. Se ele recusar um alimento hoje, tudo bem. Tente de novo em outro dia. Estudos sobre neofobia alimentar, como os publicados no American Journal of Clinical Nutrition, mostram que, às vezes, é preciso oferecer o mesmo alimento de 10 a 15 vezes para que a criança o aceite. Continue oferecendo variedade e, o mais importante, coma com ele. Ver os pais comendo é o maior incentivo que existe.


Na MeditarSons, sabemos que uma rotina calma, incluindo as refeições, faz toda a diferença para o bem-estar do seu bebê. Explore nosso portal para encontrar mais dicas sobre sono, saúde e os desafios da maternidade. Acesse o MeditarSons e encontre o apoio que você precisa.

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